quinta-feira, 31 de maio de 2012

REUNIÃO PÚBLICA DO GIASES DIA 30/05/12





GOCIL E CEL. BIAGIONI EM REUNIÃO DO GIASES

sábado, 5 de maio de 2012

PROEIS - TERMO DE COOPERAÇÃO RJ

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POLICIAIS MILITARES REFORÇAM SEGURANÇA EM ESCOLAS DA REDE ESTADUAL

 02/05/2012 - 15:50h - Atualizado em 02/05/2012 - 16:20h 
Inicialmente, 90 unidades serão atendidas

Fotos: Cris Torres

Os secretários de Estado de Educação, Wilson Risolia, e de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e o comandante geral da Polícia Militar, Erir Ribeiro da Costa Filho, assinaram nesta quarta-feira (02/05) o Termo de Cooperação do Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis).

O objetivo do programa é reforçar a segurança escolar, que engloba a proteção de alunos, professores e servidores administrativos, bem como a segurança patrimonial dos estabelecimentos de ensino. A Secretaria de Educação vai investir cerca de R$ 2 milhões por mês para contar com o patrulhamento extra.

- É mais um investimento que fazemos na rede estadual. Trabalhamos intensamente durante quatro meses nessa parceria, que considero essencial. Os policiais têm que ser exemplo para essa garotada que está em nossos colégios. Essa ação mostra, mais uma vez, a parceria entre as áreas do Governo em prol do cidadão - afirmou o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia.

Inicialmente, 90 escolas da rede terão a segurança reforçada com a presença de 423 policiais militares dentro e no entorno das unidades. Os profissionais irão trabalhar fardados e armados, utilizando as horas de folga do serviço regular na PM.

Na ocasião, o governador Sérgio Cabral destacou a importância da integração dos setores da administração do estado.

- As políticas de Educação e Segurança têm sido audaciosas. Essas 90 escolas que recebem o Proeis vão ganhar um outro nível de valor. Os pais desses alunos passam a ter outro nível de tranquilidade em relação a seus filhos. Certamente essa parceria renderá bons frutos à população. O Estado do Rio de Janeiro passa a ter uma outra visão da polícia, o que é muito importante – afirmou Cabral.

Nessa primeira fase do convênio, serão beneficiados 115.490 alunos e 6.279 professores. Algumas escolas terão policiamento por até 24 horas. O policial inserido no Proeis cumprirá três turnos de oito horas cada e receberá a quantia de R$ 200, se for oficial, e R$ 150, se for praça.

Os primeiros colégios foram criteriosamente escolhidos de acordo com a realidade de cada unidade escolar e solicitações dos diretores. A primeira fase do convênio funcionará como um piloto, após a qual a Seeduc pretende levar o policiamento militar a toda a rede pública do estado.

O Estado ganha, as instituições, a sociedade e o policial são beneficiados

O Proeis já soma, atualmente, 3.452 policiais militares trabalhando em 14 instituições conveniadas, que incluem ainda a Light, a SuperVia, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), entre outros. Há previsão de fechamento de mais 14 convênios a partir do segundo semestre desse ano, totalizando 6.434 policiais militares inseridos no programa.

A promoção de medidas de ordem pública nos espaços urbanos são meios eficazes na redução dos índices de criminalidade. E no aumento da sensação de segurança. Com uma escala padrão de 24 horas de trabalho para 48 de folga, o policial militar acabava por procurar trabalhos paralelos para complementar renda, assim como fazem muitos médicos, professores e outros profissionais que atuam sobre um regime de escala.

Muitas vezes, o PM acabava em empresas privadas, atuando por até 12 horas como seguranças institucionais, em boates e outros eventos. Já os policiais militares inseridos no programa podem ganhar até R$ 2.100 mensais caso trabalhem os 12 turnos de 8h permitidos no Proeis. Com isso, ele trabalha sem prejudicar o seu plantão no batalhão onde é lotado, atua garantido por lei, com seus benefícios garantidos e em uma escala especialmente montada para não onerar sua saúde física.

Receita e investimento

O pagamento por esse trabalho é feito pelas empresas que contratam os policiais militares para atuarem em funções previamente acordadas com a Polícia Militar. O Estado, assim, não onera sua folha de pagamento e, sem perder receita, continua investindo em segurança e ainda proporciona benefícios para os policiais, empresas e para a sociedade.

As empresas, por sua vez, terão a certeza de que contrataram profissionais com conhecimento e preparo para o trabalho de segurança. E seus clientes, aqueles mesmos cidadãos protegidos pelos policiais nas ruas, também se sentirão seguros dentro das instituições.

Segundo o coordenador do Proeis, coronel Odair de Almeida Lopes Júnior, em médio prazo, o programa atingirá todo o estado.

“O Proeis é importante porque o policial, na verdade, será agora um profissional de segurança pública também em seus horários de folga. Estará em uma atividade legal, respeitando seu horário de descanso e com uma gratificação melhor do a que costuma receber em serviços não autorizados e irregulares. A população, cliente dessas concessionárias e prefeituras, verá um policial fardado, armado e ostensivo, o que ajudará a diminuir a incidência de crimes nas áreas onde o PROEIS está presente”, analisa o coronel Odair de Almeida Lopes Júnior.

Para aderir ao Proeis

Para se inscrever no Proeis o policial militar atende a uma série de exigências de conduta e comportamento, além da aptidão física. Esse policial deve ter ficha exemplar. A sociedade que olhar para um policial do Proeis se sentirá ainda mais segura ao saber que aquele servidor é um policial idôneo e ciente de suas responsabilidades com a população.

Para ser aceito no programa o policial militar, oficial ou praça deverá:

1 – Ter sido submetido e aprovado, para o respectivo período, no Teste de Avaliação Médica (TAM) e no Teste de Aptidão Física (TAF), conforme as normas em vigor na corporação;

2 - Ter concluído com sucesso o curso de formação ou aperfeiçoamento exigível para o exercício das funções atinentes aos seus círculos hierárquicos;

3 - Estar lotado e em efetivo exercício em Organização Policial Militar;

4 - Se praça, estar, no mínimo, no “BOM” comportamento.

5 – Não estar respondendo a processos ou sindicâncias administrativas.

6 - Condição de “apto categoria A” (A definição desta categoria respeita uma série de critérios elaborados pela corporação e a categoria A significa excelência).

Não será aceito no programa ou será excluído do Proeis o Policial Militar que se enquadrar em qualquer das situações abaixo:

1 – Responder a Processo Administrativo Disciplinar (PAD);

2 - For punido, e enquanto estiver cumprindo punição disciplinar de detenção ou prisão;

3 – Entrar no gozo de Licença.

4 – Sair para tratamento de Saúde própria (LTS) ou de Pessoa da Família (LTSPF); ou para Tratamento de Interesse Particular (LTIP);

5 – Se estiver gestante ou em aleitamento.

6 - Passar da condição de “apto categoria A” para “apto categoria B ou C”;

7 - Afastar-se do serviço, por mais de 72 (setenta e duas) horas no período de 30 (trinta) dias, ou mais de 144 (cento e quarenta e quatro) horas no período de 180 (cento e oitenta) dias, exceto os casos de férias regulamentares ou de gozo de licença especial;

8 - Faltar ou tiver sido dispensado do serviço, mesmo para o atendimento de necessidades pessoais, desde que o afastamento seja superior a 24 (vinte e quatro) horas;

9 - Frequentar qualquer curso que implique em afastamento da corporação, por período superior a 15 (quinze) dias;

10 - Passar a ostentar comportamento inferior a BOM.

Relação das escolas beneficiadas:

CIDADE - UNIDADE ADMINISTRATIVA

Angra dos Reis - C.E. Arthur Vargas
Barra do Piraí - C.E. Maia Vinagre
Barra do Piraí - C.E. Nilo Peçanha
Barra Mansa - CIEP 292 - Profa. Jandyra Reis de Oliveira
Barra Mansa - CIEP 485 - Prof. João Baptista de Barros
Belford Roxo - C.E. Ricarda Leon
Campo dos Goytacazes -CIEP 057 - Nilo Peçanha
Campos dos Goytacazes - C.E. Almirante Barroso
Campos dos Goytacazes - C.E. Constantino Fernandes
Campos dos Goytacazes - C.E. Julião Nogueira
Campos dos Goytacazes - E.E. Don Otaviano de Albuquerque
Duque de Caxias - C.E. HELIO RANGEL
Duque de Caxias - CIEP 031 - LIRIO DO LAGUNA
Duque de Caxias - CIEP 208 - ALCEU AMOROSO LIMA
Duque de Caxias - CIEP 369 - JORNALISTA SANDRO MOREYRA
Duque de Caxias - CIEP 098 - Profa. Hilda do Carmo Siqueira
Duque de Caxias - CIEP 434 –Maria José Machado
Duque de Caxias - E.E. José de Souza Herdy
Itaboraí - C.E. Salvador de Mendonça
Itaboraí - C.E. Visconde de Itaborai
Itaboraí - CEJA Itaborai
Itaboraí - CIEP 130 - Dr. Elias de Miranda Saraiva
Itaboraí - CIEP 415 - Miguel de Cervantes
Itaguaí - CIEP 048 - Djalma Maranhãio
Itaguaí - E.E Prof. Ney Cidade Palmeiro
Japeri - CIEP 401 - Lucimar de Souza Santos
Mendes - C.E. João Nery
Mesquita - C.E. Castello Branco
Miguel Pereira - C.E. Alvaro Alvim
Nilópolis - C.E Ubiratan Reis Barbosa
Nilópolis - C.E. Prof. Mario Campos
Niterói - C.E. Conselheiro Macedo Soares
Niterói - C.E. Leopoldo Frós
Niterói - C.E. Manoel de Abreu
Niterói - C.E. Paulo Assis Ribeiro
Niterói - I.E. Ismael Coutinho
Nova Iguaçu - C.E. Presidente Costa e Silva
Nova Iguaçu - CIEP 334 - Moacyr J. P. Gerk
Nova Iguaçu - CIESP Castorina Faria Lima
Queimados - C.E. Dom João VI
Queimados - E.E. José de Anchieta
Rio de Janeiro - C.E. Albert Sabin
Rio de Janeiro - C.E. Amaro Cavalcanti
Rio de Janeiro - C.E. Antonio Houaiss
Rio de Janeiro - C.E. Barão do Rio Branco
Rio de Janeiro - C.E. Carmela Dutra
Rio de Janeiro - C.E. Compositor Manaceia
Rio de Janeiro - C.E. Daltro Santos
Rio de Janeiro - C.E. Erich Walter Heine
Rio de Janeiro - C.E. Herbert de Souza
Rio de Janeiro - C.E. Ignacio azevedo
Rio de Janeiro - C.E. Jornalista Tim Lopes
Rio de Janeiro - C.E. Júlia Kubitscheck
Rio de Janeiro - C.E. Leopoldina da Silveira
Rio de Janeiro - C.E. Madre Tereza de Calcuta
Rio de Janeiro - C.E. Marechal João Batista de Mattos
Rio de Janeiro - C.E. Miécimo da Silva
Rio de Janeiro - C.E. Monteiro de Carvalho
Rio de Janeiro - C.E. Olavo Bilac
Rio de Janeiro - C.E. Olga Benario Prestes
Rio de Janeiro - C.E. Paulo de Frontin
Rio de Janeiro - C.E. Prado Junior
Rio de Janeiro - C.E. Prof. Maria Terezinha de Carvalho
Rio de Janeiro - C.E. Stella Matutina
Rio de Janeiro - C.E. Vicente Januzzi
Rio de Janeiro - C.E. Vilma Atanázio
Rio de Janeiro - C.E. Visconde de Cairu
Rio de Janeiro - Centro Escola SEEDUC
Rio de Janeiro - CIEP 225 - Mario Quintana
Rio de Janeiro - CIEP 241 - Nação Mangueirense GV Leonel de M. Brizola
Rio de Janeiro - CIEP Ayrton Senna
Rio de Janeiro - CIEP Brizolão 305 - Heitor dos Prazeres
Rio de Janeiro - GP 321 - Dr. Ulisses Guimarães
Rio de Janeiro - GP 435 - Hélio Pellegrino
Rio de Janeiro - I.E. Sarah Kubitscheck
Rio de Janeiro -I.E Heitor Lyra
São Gonçalo - C.E Prof. Adelia Martins
São Gonçalo - C.E. Alecrim
São Gonçalo - C.E. Comendador Valentim Santos de Diniz
São Gonçalo - C.E. Walter Orlandini
São Gonçalo - CIEP 439 - Luiz Gonzaga Junior
São Gonçalo - I.E. Clelia Anancio
São João de Meriti - C.E. Profa. Sandra Maria Santos e Souza
São João de Meriti - CIEP 139 - Manoel Bandeira
São João de Meriti - CIEP 179 - Prof. Claudio Gama
São João de Meriti - CIEP 398 - Mário Lima
São João de Meriti - CIEP 400 - Oswaldo de Andrade
Tanguá - CIEP Brizolão 252 João Batista Caffaro
Vassouras - C.E. Raul Fernandes
Vassouras - CAIC Pref. Severino Ananias Dias

 

A DISCUSSÃO É VÁLIDA - SEGURANÇA NAS ESCOLAS JÁ.

POLÍCIA NAS ESCOLAS?


Feizi M. Milani


Qualquer resposta rápida a essa questão corre o sério risco de ser simplista ou de generalizar situações específicas. Não pretendo oferecer soluções prontas, mas contribuir para uma reflexão que todas comunidades escolares precisam fazer. Se desejamos avançar para a efetiva busca de alternativas, é imprescindível questionar algumas premissas que explícita ou implicitamente fundamentam posturas e propostas a esse respeito.
1. A premissa da unicausalidade: a cada efeito corresponde uma causa; portanto, se a causa for eliminada ou removida, o efeito desaparecerá. A violência é, provavelmente, o fenômeno mais complexo com o qual a humanidade se defronta. Apresenta várias faces, dimensões e interfaces. São múltiplas as suas causas, fatores desencadeantes e agravantes. Seu enfrentamento exige atuação simultânea e integrada em diversos níveis, com distintas estratégias. Imaginar que a violência pode ser resolvida (apenas) com policiamento é ingenuidade.
2. A premissa da violência como um único fenômeno, tratado no singular. O mais apropriado é falar de "violências". Isso nos força a sermos mais específicos: afinal, de que tipo de violência estamos falando? Há uma grande diferença entre situações corriqueiras de brigas e rixas entre alunos, e o fato de a escola ser alvejada ou invadida por narcotraficantes. A primeira faz parte do aprendizado de controle emocional, convívio social e respeito às diferenças que deve integrar os objetivos da experiência escolar. A segunda pode, de fato, requerer (dentre outras medidas), a presença da polícia no portão da escola.
3. A premissa de que "o problema" está nos alunos. Essa é totalmente falsa. Primeiro, porque não foram eles que inventaram a violência. Ela está aí, nas injustiças sociais, na exclusão econômica, nas discriminações, nas telas da tevê, bem como na intimidade do lar, e, finalmente, nas relações de poder dentro da escola e na forma de muitos professores tratarem seus alunos. Segundo, porque se os estudantes fazem parte do problema, igualmente fazem parte da solução. Cabe nos questionarmos: por que resistimos tanto a reconhecer as potencialidades e capacidades das crianças e adolescentes? Por que tememos que eles assumam um papelprotagônico nas discussões e decisões que afetam a comunidade escolar? Se estamos avaliando a possibilidade de ter policiais na escola, cabe-nos perguntar a opinião dos alunos, ajudá-los a problematizar a questão e a analisar seus diversos aspectos.
4. A premissa maniqueísta, que divide os alunos entre "bons" (aqueles que não dão trabalho) e "maus" (aqueles que dão trabalho demais). A conseqüência disso é desejar uma escola que só tenha "bons" alunos; no intuito de viabilizar esse sonho, excluímos os "maus" – inicialmente, rotulando, discriminando, culpando e aplicando sanções e, finalmente, expulsando da escola. Na realidade, é possível identificar três grupos de alunos no que se refere à prática de atos violentos: uma pequena minoria que regularmente usa de violência; outra minoria que nunca pratica violência; e a vasta maioria que só faz uso de violência a depender das circunstâncias. Isso significa que, se criarmos ambientes inclusivos e situações de convivência pacífica, a maioria não encontrará motivo para fazer uso de violência. Esta passará a ser cada vez menos freqüente, até ser tornar uma exceção, por não mais fazer parte da cultura escolar, nem da linguagem interpessoal. O ambiente exerce uma poderosa influência sobre o ser humano, e isso ocorre também no aprendizado da paz. Por outro lado, se insistirmos em excluir os que são agressivos ou desobedientes, que alternativa lhes oferecemos? Freqüentemente, são transferidos de escola em escola, até que um dia vão parar em alguma FEBEM ou presídio.
5. A premissa de que a transmissão de conteúdo é o eixo central do processo educativo em sala de aula. Até quando insistiremos na tolice de que a capacitação técnica para inserir o jovem no mercado de trabalho é o objetivo final da escola? Quando é que os alunos receberão uma capacitação moral e emocional que os insira na vida? Essa obsessão "conteudista" impede a escola de transformar-se, bem como de contribuir para qualquer processo de transformação pessoal ou social. É urgente que o sistema educacional e cada educador reconheçam o ser humano em sua multidimensionalidade, que abrange o físico, o mental, o emocional e o espiritual.
6. A premissa de que cabe ao diretor/a resolver (sozinho/a) os problemas da escola. Melhor seria que os diretores se reconhecessem como líderes de uma comunidade escolar, a qual inclui alunos, professores, funcionários, dirigentes, famílias dos alunos e, finalmente, os vizinhos do prédio escolar. Aos diretores cabe sensibilizar, mobilizar, ouvir, articular, integrar, negociar, visando construir a unidade dessa coletividade. É impossível ao diretor, isoladamente, "resolver" o problema da violência. Os problemas da comunidade escolar precisam ser pensados, discutidos e enfrentados coletivamente.
7. A premissa da repressão como antídoto para a violência. Quanto mais confiamos na repressão, mais descuidamos da educação. Isso é verdade para a sociedade como um todo e para qualquer escola, em específico. Os melhores antídotos para a violência na escola são uma boa relação educador–educando, baseada em vínculos afetivos, diálogo, respeito mútuo e princípios de justiça, e um ambiente escolar de participação, valorização, alegria e flexibilidade. Isso demora mais e dá mais trabalho de que chamar a polícia, mas é exatamente essa a missão da escola. Se desistirmos dela, o que nos restará?
Uma séria revisão dessas (e outras) premissas é o primeiro passo a ser dado por aqueles que desejam participar da construção de soluções inovadoras, efetivas e sustentáveis

PROJETOS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

Policiais militares reforçam a segurança nas escolas do Rio de Janeiro

Profissão Repórter - 07/12/10 - Violência Nas Escolas, Parte 2 - HDTV (7...

Profissão Repórter - 07/12/10 - Violência Nas Escolas, Parte 1 - HDTV (7...

Policiais Armados Passam A Trabalhar Dentro De Escolas Públicas

sexta-feira, 4 de maio de 2012

POLÍCIA MILITAR EM ESCOLAS DO RIO DE JANEIRO - OPINE

2/5/2012 às 18h32 - Atualizado em 2/5/2012 às 18h35

Noventa escolas no Rio de Janeiro terão segurança feita por PMs

Folha Vitória
Agência Estado
Redação Folha Vitória

Rio de Janeiro - Noventa escolas estaduais no Rio de Janeiro, 37 delas na capital, terão segurança feita por policiais militares armados que trabalharão no horário de folga do serviço regular. Os 400 PMs atuarão principalmente na porta e no entorno, mas poderão também entrar nas escolas, em caso de ocorrências graves, desde que haja um pedido da direção.

Coordenador do Programa Estadual de Integração da Segurança (Proeis), o coronel Odair de Almeida Lopes Júnior disse nesta quarta-feira, durante a assinatura do convênio entre as secretarias de Segurança e de Educação do Estado, que revistas de alunos só acontecerão "mediante solicitação bem fundamentada do diretor da escola e na presença dele". "Revista não é nossa prioridade. Só acontecerá em situação extrema", afirmou o oficial. Segundo o PM, os policiais tentarão coibir o aliciamento de alunos e a venda de drogas nas proximidades das escolas e poderão agir também em casos de bullying, além de organizar o trânsito. Durante a noite, trabalharão na vigilância para evitar invasão e roubo.

O coronel justificou o uso de armas pelos policiais: "O policial fardado e desarmado não é policial militar. A polícia não vai às escolas para constranger, mas para levar segurança". Segundo o coordenador, as escolas começaram nesta quarta-feira a receber os PMs, em caráter experimental. "Começamos com o projeto piloto e vamos ver os ajustes necessários", afirmou o secretário de Educação, Wilson Risolia.

Nas 90 escolas incluídas nesta primeira fase do projeto, estudam 115.490 alunos e trabalham 6.279 professores. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame informou que, na semana que vem, os PMs passarão por três dias de treinamento, que terá como foco principal o trato com crianças e adolescentes. Segundo Beltrame, com um segundo trabalho oficializado na hora de folga, a tendência será de diminuir os "bicos", em que os PMs trabalham ilegalmente como seguranças, sem qualquer garantia trabalhista e "totalmente desamparados".

Escolhida para discursar em nome dos alunos, Aimée Pereira, de 17 anos, disse que espera, com os colegas, ter "uma visão diferenciada dos policiais" e lembrou a tragédia da escola municipal em Realengo (zona oeste) onde um ex-aluno assassinou 12 adolescentes, em abril do ano passado. "Não temos que temer os policiais, temos que temer os bandidos. Esperamos que situações como Realengo não aconteçam de novo", disse Aimée.

O governador Sérgio Cabral afirmou, em discurso, que "as 90 escolas vão ganhar outro nível de valor, os pais, os alunos e os professores terão outro nível de tranquilidade". Os policiais receberão R$ 200 por turno de oito horas trabalhado nas escolas, durante a folga, com limite de 12 turnos por mês. No caso dos praças, o pagamento será de R$ 150 por turno.

SEGURANÇA EM ESCOLAS NO RIO DE JANEIRO

Escolas estaduais terão reforço policial a partir desta semana

Expectativa é que em até um ano toda a rede seja beneficiada

Thaiana de Oliveira - 30.04.2012 às 11:15:00
RIO DE JANEIRO (O REPÓRTER) - A partir desta semana, 90 escolas estaduais terão reforço de policiais militares. Ao todo, 450 PMs atuarão, em seus horários de folga, através de uma escala, nos arredores dos colégios. Segundo o secretário de Educação, Wilson Risolia, nesta quarta-feira (2), quando será assinado o convênio com a Secretaria de Segurança, agentes já estarão em prontidão logo pela manhã.
A escolha das 90 unidades que serão beneficiadas com o projeto foi determinada pela Secretaria de Educação, a partir de denúncias de pais e diretores de escolas. Entre os incidentes que foram levados em conta estão a invasão de quadras esportivas, consumo de drogas no pátio, brigas entre alunos, furtos e roubos. De acordo com o secretário de educação, essas 90 escolas servirão como um projeto piloto. Ao todo, a rede estadual conta com 1.358 colégios.
Em entrevista à Rádio CBN, Wilson Risolia informou que a expectativa é que em até um ano todas as escolas da rede estadual possam ser beneficiadas.
"Isso também passa pela questão orçamentária. Esse investimento inicial é de quase R$ 2 milhões por mês. Então, ao mesmo tempo em que você precisa fazer esses ajustes, é o tempo para trabalhar esse orçamento para que 100% da rede tenha. A nossa expectativa é que, em um ano, 100% da rede seja coberta", disse.
A maioria das escolas contarão com patrulhamento durante 24 horas, já que funcionam em três turnos. Essa primeira fase de implementação do Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis) beneficiará mais de 100 mil alunos. Além disto, o trabalho dos policiais será basicamente preventivo. Como forma de não quebrar regras, eles não atuarão como inspetores. Também não haverá revista de estudantes, exceto em casos de existir alguma denúncia específica sobre a presença de armas.
Suspeito de assaltar colégio é preso
A polícia prendeu, na madrugada desta segunda-feira (30), Antônio Marcos Bonfim dos Santos, de 30 anos, suspeito de assaltar um colégio particular, na rua Conde de Bonfim, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Um segundo suspeito conseguiu fugir.
De acordo com a PM, o homem foi detido após uma denúncia do vigia da escola, que percebeu o arrombamento dos cadeados. Quando os agentes chegaram ao local, os dois ladrões tentaram fugir.
Com o preso, os militares apreenderam um pé de cabra, cadeados, uma faca, correntes, além de um notebook que pertence à escola. O caso foi registrado na 19ª DP (Tijuca).