quinta-feira, 30 de abril de 2015

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quarta-feira, 29 de abril de 2015

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sábado, 18 de abril de 2015

POLÍCIA DE PROXIMIDADE

POLÍCIA E ESCOLA

Um dos responsáveis pela reformulação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), o major Leonardo Nogueira está à frente da recém-criada Assessoria de Polícia de Proximidade. O oficial será responsável pela atuação da corporação junto às escolas e do estreitamento das relações com os jovens: "Esse policial precisa conhecer a diretora da escola, a professora e os alunos. Nós queremos nos aproximar e integrar a comunidade escolar. Nós podemos colaborar na formação dos estudantes como cidadãos", afirmou



Por Portal UPPRJ


Major Nogueira: “Queremos nos aproximar da comunidade escolar”
Portal UPPRJ apresenta a 1ª entrevista da série “Novos Rumos da Pacificação”
As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) iniciaram uma reformulação em abril. Um dos responsáveis pelas mudanças é o major Leonardo Nogueira, que está à frente da recém-criada Assessoria de Polícia de Proximidade. O oficial será responsável pela atuação da corporação junto às escolas e do estreitamento das relações com os jovens. Nesta entrevista, ele esclarece que a presença policial na escola não pode se limitar a uma viatura estacionada na entrada da instituição de ensino. "O policial precisa conhecer a diretora da escola, a professora e os alunos. Nós queremos nos aproximar e integrar a comunidade escolar. Nós podemos colaborar na formação dos estudantes como cidadãos. Agora, quem resolve problemas como faltas e notas baixas continua sendo a escola", explica. Há 14 anos na Polícia Militar, major Nogueira integra o processo de pacificação desde 2009 e já comandou as UPPs Pavão-Pavãozinho, Mangueira, São Carlos e Rocinha.
Portal UPPRJ: Como foi planejada a reformulação que a UPP tem passado? 
Major Leonardo Nogueira: Ela foi pensada pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) e pelo Estado Maior (PMERJ), tendo em vista necessidade de uma avaliação das UPPs e uma mudança de direção nos casos onde ocorram situações que não estão de acordo com o que planejamos. O momento de reformular é agora. Parte desta mudança está no boletim da PM publicado recentemente. Nele saiu a nova estrutura de administração da CPP, com a Assessoria de Polícia de Proximidade e a Assessoria de Ocupação com Segurança.
UPPRJ: O senhor cuida da Assessoria de Polícia de Proximidade. Quais as suas atribuições?
MLN: Esta assessoria é recém-criada e fará o planejamento, fiscalização e controle das ações de proximidade nas UPPs. Esse trabalho passa pela interação e integração entre policiais e comunidade através de algumas estratégias, como os Conselhos de Gestão Comunitária, que será composta por representantes da comunidade e pelo comandante da UPP. Também cuidaremos dos canais de comunicação que serão abertos com as escolas inseridas nas áreas de atuação das UPPs. Queremos que os policiais façam parte do cotidiano escolar.
UPPRJ: Qual o papel da Assessoria de Ocupação com Segurança?
MLN: Nós percebemos ao longo desses anos que algumas UPPs estão tendo dificuldades devido ao tráfico armado que ainda resiste à polícia. Para falarmos de polícia de proximidade, o policial precisa estar próximo dos moradores, mas em alguns locais isso não tem sido possível porque o tráfico impede essa aproximação. Essa assessoria visa garantir que tenhamos condições de realizar o policiamento de proximidade nas comunidades com resistência do tráfico. Haverá operações para prender marginais e armas, sempre com apoio dos batalhões especializados.
UPPRJ: Por onde começarão os trabalhos das duas assessorias?
MLN: Nós fizemos uma classificação das áreas com UPPs e estabelecemos cores para cada uma delas, de acordo com o grau de pacificação alcançado até agora. As comunidades consideradas verdes estão com alto grau de pacificação, as amarelas em processo de pacificação e as vermelhas apresentam algum tipo de resistência. A Assessoria de Ocupação com Segurança inicia sua atuação pelas UPPs classificadas na cor vermelha. Já o trabalho da Assessoria de Polícia de Proximidade começa nas dez comunidades classificadas na cor verde: Adeus/Baiana, Santa marta, Chapéu Mangueira/Babilônia, Vidigal, Providência, Andaraí, Borel, Formiga, Mangueirinha e Cerro-Corá.
UPPRJ: Quais são as novas ações que os policiais vão desenvolver nas comunidades "verdes"? 
MLN: Vamos colocar em ação as diretrizes de polícia de proximidade, publicada no Diário Oficial no fim de 2014. Essas diretrizes contemplam os Conselhos de Gestão Comunitária, a Patrulha Escolar, a mediação de conflitos e os projetos de prevenção. Estamos apenas tirando do papel e colocando em prática.
UPPRJ: Qual será a primeira ação?
MLN: Começaremos pelos Conselhos de Gestão Comunitária, em parceria com o Instituto de Segurança Pública (ISP). Vamos identificar líderes comunitários com apoio dos comandantes das UPPs para participar do conselho, que visa atender a comunidade e resolver seus problemas. O que observamos nesses anos de UPP é que o comandante tem ficado responsável por resolver quase tudo, desde problemas de falta d'água ou luz, o som alto de uma festa ou uma rua fechada para realização de evento. Mas a população precisa estar inserida nesse contexto. Vamos trabalhar com um olhar de articulação comunitária, junto de outras autoridades não policiais, para resolver as questões que os moradores clamam por melhorias.
UPPRJ: Esse contato com as lideranças locais é estratégico?
MLN: Sim, por meio deles a gente se aproxima ainda mais dos moradores. É a prática da integração da polícia com a comunidade. Em um passado recente no Rio de Janeiro a polícia era tida como distante da comunidade. Nós viemos com uma filosofia diferente, de virar essa página. A polícia tem de estar integrada com a sociedade, seja na favela ou fora dela.
UPPRJ: Como vai ser trabalho junto às escolas?
MLN: A primeira ação será a Patrulha Escolar. Mas antes a gente precisa esclarecer que a polícia está na escola há 22 anos, com o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd). Quem fala que resolvemos inserir a polícia na vida escolar agora é porque não conhece a PMERJ. A Patrulha Escolar vai dar apoio ao Proerd, mas não será apenas um ponto base em frente às escolas, com uma viatura estacionada na entrada da instituição de ensino para coibir alguma ação ilícita e para garantir o direito constitucional das pessoas estudarem. Esse policial precisa conhecer a diretora da escola, a professora e os alunos. Nós queremos nos aproximar e integrar a comunidade escolar. Nós podemos colaborar na formação dos estudantes como cidadãos. Agora, quem resolve problemas como faltas e notas baixas continua sendo a escola.
UPPRJ: Como vão funcionar os projetos Fala Tu e UPP Mirim, que também serão realizados com as escolas?
MLN: São duas ferramentas importantes. O Fala Tu será um fórum de debates sobre segurança, cidadania e direitos com os alunos adolescentes, a partir de 12 anos. Os policiais serão preparados para isso. Em abril começaremos a formar esses policiais para trabalhar no ambiente escolar e promover os fóruns. A juventude precisa ter uma relação melhor com a polícia, pois parte dela vê a corporação como uma instituição violenta e corrupta. Mas a polícia está presente para garantir direitos e será pelo diálogo que vamos nos entender e minimizar os problemas. Nesses debates falaremos francamente com os jovens para desmistificar a ideia de que a polícia é agressiva, corrupta e burra.
UPPRJ: Como serão esses encontros? Em quais locais?
MLN: Eles podem ocorrer nas bases das UPPs, nas escolas ou outros locais. Eu venho fazendo esses eventos há cinco anos, quando comandava UPPs. O primeiro Fala Tu foi em 2010 quando eu estava no Cantagalo. Nós fizemos no Colégio Marília de Dirceu, em Ipanema; depois no Solar Meninos de Luz, no Pavão-Pavãozinho; no teatro Afroreggae, no Cantagalo; no Espaço Criança Esperança, também no Cantagalo; na Escola Edmundo Bittencourt, na Barreira do Vasco/Tuiuti; na Escola Uruguai, na Mangueira; na Nação Mangueirense; na Escola Estados Unidos, no Estácio, perto da comunidade do São Carlos. Já temos uma expertise na realização desses encontros.
UPPRJ: E teve adesão dos jovens?
MLN: Sim, até hoje colhemos frutos disso. Os jovens ainda se comunicam com a gente, fazem contatos, ligações e mandam mensagens. Pela característica da atividade policial, sempre mudamos o local de trabalho. Mas não queremos perder essa boa relação construída. Por isso a Assessoria de Polícia de Proximidade institucionalizou essas ações, para que elas sejam permanentes e envolvam todas as UPPs.


UPPRJ: Como vão funcionar as UPPs Mirins?
MLN: Ela é voltada mais para público infantil, com algumas ações parecidas com a dos escoteiros: uma reunião por semana com orientações sobre família, saúde, educação ambiental, cidadania, onde o líder será um policial, dentro da área da UPP.


UPPRJ: Haverá capacitação para esses policiais?
MLN: Vamos formá-los. Estamos captando policiais com habilidades educativas e pedagógicas para aproveitar as experiências anteriores à entrada na PMERJ. Temos muitos policiais que eram professores, músicos e atletas. Todos que trabalharão junto às escolas serão treinados por membros da corporação e por não policiais, durante o Estágio Preparatório de Articuladores em Ambiente Escolar. Eles vão aprender sobre resolução pacífica de conflitos, escuta ativa e psicologia infantil, por exemplo. Esse policial precisa estar preparado para atender as demandas das escolas, ter o mínimo de adequação ao ambiente escolar e entender como funciona esse espaço, sua dinâmica.


UPPRJ: Quais as modificações no trabalho de mediação de conflitos?
MLN: A mediação de conflitos já existe nas UPPs mas vamos fazer uma reformulação. Hoje ela funciona com policiais formados pelo Tribunal de Justiça e pelo Ministério Público. Esses policiais trabalham na administração das UPPs e a população vai até as bases das unidades para resolver uma situação. Geralmente é briga de vizinhos: é o morador que joga lixo na porta da casa do outro, uma calçada construída e que joga água para a casa ao lado, é um vazamento da laje de cima que afeta o morador de baixo, a desavença pelo som alto. Mas nós percebemos que isso distancia o mediador da comunidade. Agora, o mediador vai circular pela comunidade junto dos policiais do grupamento de proximidade, que não é repressivo, mas preventivo. Assim, ele terá muito mais chances de perceber os conflitos antes que eles aconteçam. Eu conversei nesta semana com a promotora Ana Maria Di Masi, da área de mediação conflitos do Ministério Público, e decidimos que vamos formar mais policiais para trabalhar nessa área.


UPPRJ: Os projetos sociais desenvolvidos pelos policiais vão continuar?
MLN: Eles continuam, mas é preciso lembrar que os moradores participam livre e espontaneamente das atividades promovidas por policiais. Mas nesses projetos os policiais podem cobrar bom desempenho escolar das crianças e jovens. É a única situação em que fazemos isso. Na verdade, a cobrança por notas não é uma regra pois não podemos perder a oportunidade de estar perto de um garoto que está fora da escola, influenciá-lo positivamente e incentivá-lo a voltar para a sala de aula. Nosso trabalho não é de exclusão e sim de inclusão.


UPPRJ: Também haverá trabalho específico de formação para os policiais que desenvolvem projetos sociais?
MLN: Recentemente eu participei de uma reunião com o chefe da Seção de Ensino da CPP, major Victor de Souza, para tratar disso. Nós vamos realizar um workshop com os policiais que desenvolvem esses projetos de prevenção, para que eles sejam mais do que professores de jiu-jitsu, futebol, dança ou música. Para que além de ensinar uma nota musical, um passo, um golpe ou chutar uma bola, esse policial saiba trabalhar a cidadania e contribua com o processo de formação desses jovens. 


UPPRJ: Os bailes funks voltarão a ser realizados? Quais os critérios para a liberação desses eventos?
MLN: A Secretaria de Estado da Cultura vai realizar bailes que eram clássicos no passado, mas com segurança. Foi disponibilizada uma verba, por meio de um edital, e esses eventos ocorrerão em várias comunidades, algumas delas pacificadas. É um marco porque o baile funk foi por muito tempo marginalizado porque ocorriam venda de drogas e exibição de armas. Hoje é possível realizar eventos sem isso. Mas tem outras questões envolvidas, como a perturbação do sossego, o consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade e o fechamento de vias. Isso tudo precisa ser discutido com os moradores. E é por esse motivo que os Conselhos de Gestão Comunitária são importantes. O papel da polícia será garantir a segurança e fazer cumprir o que foi acordado com a comunidade.

terça-feira, 7 de abril de 2015

VIOLÊNCIA NA ESCOLA


DIA NACIONAL DE COMBATE AO BULLYING


ENASEG 2015


SAÚDE


ÁGUA


DIRECIONAL ESCOLAS


DIA DO JORNALISTA


ABSEG


EXPO SEGURIDAD MÉXICO 2015


DIA MUNDIAL DA SAÚDE


ABSEG