segunda-feira, 31 de agosto de 2015

SEGURANÇA EM ESCOLAS E UNIVERSIDADES


LOGUS WEBMARKETING - SÃO PAULO


domingo, 30 de agosto de 2015

Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças / Criança Segura 2015


Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças / Criança Segura 2015


Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças / Criança Segura 2015


Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças / Criança Segura 2015


Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças / Criança Segura 2015


Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças / Criança Segura 2015


Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças / Criança Segura 2015



Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças / Criança Segura 2015


EDUCAÇÃO É PROGRESSO ...


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

EDUCAÇÃO É A PRIORIDADE


FALTAS DE PROFESSORES


BOLETIM GESTÃO ESCOLAR


REVISTA GESTÃO ESCOLAR


REUNIÃO DE PAIS


A ESCOLA ABERTA AO DIÁLOGO


REVISTA GESTÃO ESCOLAR - PLANEJAMENTO


SEGURANÇA PARA UMA ESCOLA

Grades, cadeados e câmeras não são os principais itens de segurança para uma Escola

 
Postado em 10 de julho de 2013, em Boas Práticas

A segurança de alunos é uma das preocupações que os gestores de instituições de ensino têm que lidar, essa preocupação é constante entre todos dentro da escola. Mas, uma escola com grades, cadeados e câmeras deixa o ambiente muito obscuro, entretanto são esses itens que nos proporciona uma sensação de segurança e é considerado muito importante em alguns casos. Com esses itens que nos proporciona segurança também torna o ambiente muito refém de si mesmo. Em estudo, especialistas acreditam que a violência escolar tem que ser tratada com medidas preventivas antes de tornar a escola em presídio. Os alunos trazem para a escola a realidade que vivem, do lado de fora: tráfico de drogas, gangues e do lado de dentro das escolas pichações, roubo de materiais escolares, briga entre alunos e professores; esses são os dramas presente no mundo escolar. Muitos acreditam que isolar a escola do exterior resolverá o problema, porém não é verdade, o isolamento só amedrontará os professores e gestores das instituições.
A falta de segurança é o principal problema do sistema educacional do país e as instituições vêm investindo na união com a comunidade e com os pais. Com a ajuda da comunidade, uma equipe unida consegue criar uma barreira mais resistente e duradoura que a presença de grades e cadeados.
Debates permanentes sobre o assunto devem ser discutidos em grupo representativo, mapeando os pontos frágeis das instituições e das comunidades, posicionando assim uma solução em conjunto. Pequenas ações como ter um porteiro atento nos horários de entrada e saída dos alunos, abordarem a violência nas reuniões de pais e promover palestras preventivas com as famílias podem fazer a diferença. Fóruns para discutir o assunto e as parcerias com a instituição podem prevenir delitos com mais eficiência.

A revista Nova Escola indica 5 ações para aumentar a segurança nas escolas de forma correta, são elas:
1. Criar um fórum de segurança
A primeira ação do gestor que quer agir preventivamente é fazer do tema um objeto permanente de discussão. É possível convidar representantes dos diversos segmentos da comunidade escolar (direção, alunos, pais, funcionários, professores, vigilantes) e ainda um integrante do batalhão da Polícia Militar, responsável pela segurança da região, para formar um grupo, cuja função principal é pensar em ações educativas e melhorias na infraestrutura que garantam a segurança interna, bem como em projetos que promovam a cultura de paz.
2. Elaborar um manual interno
Formado o fórum, é interessante investir na produção e na divulgação de um manual com as regras gerais da escola, o funcionamento das rotinas de segurança e um sumário com telefones úteis (delegacias próximas, assistência social e Vara da Infância e da Juventude). Vale também incluir os trechos mais importantes do Estatuto da Criança e do Adolescente.
3. Montar uma estrutura preventiva
É essencial que o fórum sugira algumas medidas preventivas, como pedir a professores e funcionários que fiquem atentos aos fatos que fujam da rotina e gerem suspeitas.
Na entrada da escola, o ideal é que fique sempre a mesma pessoa para que seja capaz de reconhecer os alunos. Em unidades maiores, vale pedir que todos usem crachá ou se identifiquem com a carteira de identidade ou de estudante. Entre os vigias, deve ser organizado um sistema de ronda para que um deles passe regularmente por áreas externas, corredores e locais visados, como o laboratório de informática.
4. Estabelecer parcerias com outras instituições
É função dos gestores também colaborar e manter contato com as corporações policiais e outras instituições de segurança pública. Apresente os policiais responsáveis pela ronda na região da escola a alunos, funcionários e pais – eventualmente, e somente com a autorização do diretor, eles poderão realizar operações dentro e no entorno da escola.
As promotorias de Infância e Juventude dos Ministérios Públicos e os Conselhos Tutelares são parceiros na orientação e no encaminhamento de menores infratores. Para as Polícias Militar e Civil e o Corpo de Bombeiros, o gestor pode solicitar palestras e distribuição de materiais que abordem, por exemplo, a prevenção ao uso de drogas.
5. Registrar e conduzir casos de furto e vandalismo
Em alguns casos, atos de vandalismo e furtos são praticados por um ou mais alunos da escola. Quando isso acontece, os vigias não podem colocá-los em situações constrangedoras, ainda que sejam pegos em flagrante. É fundamental que os crimes e os atos infracionais que ocorram na unidade sejam registrados.

GENTE QUE EDUCA 


REGISTRAR E CONDUZIR CASOS DE FURTOS E VANDALISMO


 Registro de Ocorrências

Em alguns casos, atos de vandalismo e furtos são praticados por um ou mais alunos da escola. Quando isso acontece, os vigias não podem colocá-los em situações constrangedoras, ainda que sejam pegos em flagrante. "Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, os menores que cometem infração devem ser levados à direção sem violência nem estardalhaço e, depois, encaminhados preferencialmente para a delegacia de proteção à criança e ao adolescente", afirma Carlos Alberto Reis.

É fundamental que os crimes e os atos infracionais que ocorram na unidade sejam registrados. "A polícia só pode investigar o que está em boletim de ocorrência. Muitos delitos que acontecem nas escolas ficam sem solução porque os gestores não denunciam", diz Rubim Lemos.

Gente que Educa 


ESTABELECER PARCERIAS

É função dos gestores também colaborar e manter contato com as corporações policiais e outras instituições de segurança pública. Apresente os policiais responsáveis pela ronda na região da escola a alunos, funcionários e pais - eventualmente, e somente com a autorização do diretor, eles poderão realizar operações dentro e no entorno da escola.
As promotorias de Infância e Juventude dos Ministérios Públicos e os Conselhos Tutelares são parceiros na orientação e no encaminhamento de menores infratores. Para as Polícias Militar e Civil e o Corpo de Bombeiros, o gestor pode solicitar palestras e distribuição de materiais que abordem, por exemplo, a prevenção ao uso de drogas.
Por fim, a própria Secretaria de Educação pode ser acionada, quando necessário, para providenciar verbas para a construção de muros ou a compra de equipamentos de segurança e iluminação.

MONTAR UMA ESTRUTURA PREVENTIVA

"Toda segurança tem de ser voltada para resguardar as pessoas e o patrimônio", afirma Carlos Alberto Reis, pedagogo e consultor em segurança escolar. Para tanto, é essencial que o fórum sugira algumas medidas preventivas, como pedir a professores e funcionários que fiquem atentos aos fatos que fujam da rotina e gerem suspeita.
Na entrada da escola, o ideal é que fique sempre a mesma pessoa para que seja capaz de reconhecer os alunos. Em unidades maiores, vale pedir que todos usem crachá ou se identifiquem com a carteira de identidade ou de estudante. Entre os vigias, deve ser organizado um sistema de ronda para que um deles passe regularmente por áreas externas, corredores e locais visados, como o laboratório de informática.
Se preciso, é possível solicitar o reforço de funcionários de segurança à Secretaria de Educação. Quando discutida pelo conselho escolar ou pelo fórum de segurança, a instalação de câmeras de vigilância e alarmes é benéfica, desde que fiquem expostas e toda a comunidade tenha ciência de seu uso. "A segurança deve ser encarada como um investimento, pois representa uma economia de custos, já que se evitam depredações e roubos", aconselha Reis.

ELABORAR UM MANUAL INTERNO

Formado o fórum, é interessante investir na produção e na divulgação de um manual com as regras gerais da escola, o funcionamento das rotinas de segurança e um sumário com telefones úteis (delegacias próximas, assistência social e Vara da Infância e da Juventude).
Vale também incluir os trechos mais importantes do Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo o Grupo de Apoio à Segurança Escolar do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), os delitos mais comuns nas escolas são dano (vandalismo), pichação, porte de arma, uso e tráfico de entorpecentes, lesão corporal, embriaguez, ameaça, corrupção de menores, atentado ao pudor e estupro. "Um protocolo de segurança com a postura a ser adotada em cada tipo de infração é um documento útil para o gestor", aponta Rubim Lemos, promotor de justiça e coordenador do Grupo de Apoio à Segurança Escolar do MPDFT.
Faça a leitura e a discussão dele durante as reuniões de pais, do conselho, da Associação de Pais e Mestres e nos horários de formação da equipe.

CRIANDO UM FÓRUM DE SEGURANÇA

A primeira ação do gestor que quer agir preventivamente é fazer do tema um objeto permanente de discussão. Se a escola tiver um conselho atuante, o ideal é que ele também funcione como um fórum para debater essa questão ou que alguns membros sejam destacados para cuidar especificamente desse assunto.
Caso contrário, é possível convidar representantes dos diversos segmentos da comunidade escolar (direção, alunos, pais, funcionários, professores, vigilantes) e ainda um integrante do batalhão da Polícia Militar, responsável pela segurança da região, para formar um grupo, cuja função principal é pensar em ações educativas e melhorias na infraestrutura que garantam a segurança interna, bem como em projetos que promovam a cultura de paz.
É essa instância também que encaminhará as possíveis soluções aos problemas que aparecerem e manterá contato com os órgãos competentes - Ministério Público, Conselho Tutelar, organizações não governamentais (ONGs) e outras instituições - para que a escola tenha um canal de interlocução em que as queixas da comunidade em relação à segurança sejam colocadas e debatidas.

CINCO AÇÕES PARA AUMENTAR A SEGURANÇA NAS ESCOLAS

A preocupação com a vulnerabilidade das crianças e dos jovens na escola sempre tirou o sono de pais e gestores. Seja nas unidades localizadas no que os especialistas chamam de áreas de risco (veja reportagem sobre o tema), seja em escolas situadas em bairros considerados seguros, há sempre o temor de furtos, danos ao patrimônio e abordagem dos alunos por traficantes. Um gestor que quer evitar surpresas pode ter a ideia de colocar grades e cadeados em todas as salas e instalar câmeras de segurança. Contudo, apesar de essas medidas darem a sensação de proteção e serem importantes em alguns casos, se tomadas isoladamente tornam a escola refém do próprio entorno.
É importante envolver a equipe e a comunidade em um debate permanente sobre o assunto e criar um grupo representativo de todos os públicos da escola para mapear os pontos mais frágeis e discutir as possíveis soluções em conjunto. Paralelamente, pequenas ações - como ter um porteiro atento, nos horários de entrada e saída dos alunos, abordar a violência nas reuniões de pais e promover palestras preventivas com as famílias - podem fazer a diferença. Conheça a seguir cinco pontos que contribuem para garantir a segurança nas escolas.

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Norma Borges, diretora da EM Rubens Berardo, no Complexo do Alemão

"Comecei a trabalhar na EM Rubens Berardo, no Complexo do Alemão, com 19 anos, como professora. Estou aqui há 36 anos e aprendi que a escola é uma tábua de salvação para muita gente. Já recebi jovens em regime de liberdade assistida e parentes de traficantes que se gabam dessa situação. Tive inclusive alunos que morreram em perseguição com a polícia ou assassinados pelo tráfico. Impossível não se sentir responsável, mas não dá para ficar com medo e virar refém. Por isso, aprendi a agir preventivamente. É essencial ter um tipo de autoridade que só se consegue com permanência e dedicação. Investimos num trabalho de equipe intenso, estabelecendo metas para cada turma e investindo na formação dos professores. Quando atingimos nossos objetivos, lembro como cada um contribuiu para o resultado. Mesmo enfrentando problemas, vibramos a cada conquista e conseguimos o comprometimento de todos. Além disso, vários alunos precisam de acompanhamento individual. Tenho um deles que já foi expulso de várias escolas. Sempre que converso com ele, ressalto que não quero perdê-lo. Sugeri que ele ficasse mais na escola, colaborando em atividades no contraturno. Nesses momentos, aproveito para conversar sobre as atitudes que presenciamos e sonhos para o futuro. Acho que ações como essa ajudam a manter na escola quem precisa de ajuda. Já tive estudantes que ingressaram no Colégio Pedro II - o mais tradicional do Rio -, outros que fizeram carreira militar e até um que se tornou bailarino. É muito gratificante vê-los crescer ao nosso lado."


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Eliane Saback, diretora da EM Professor Affonso Várzea, no
Complexo do Alemão


"A escola em que trabalho há 24 anos fica no segundo maior conglomerado de favelas do Brasil, o Complexo do Alemão. O lugar é bastante conhecido, pois sempre aparece nos jornais como palco de cenas de violência. A maioria dos alunos presencia tiroteios e mortes, e alguns até dormem durante a aula quando isso acontece de madrugada e eles passam a noite em claro. Minha maior preocupação é atendê-los bem e criar referenciais positivos. Em um domingo de junho, por exemplo, dia de jogo do Brasil na Copa, fui com um grupo de alunos e pais ao Teatro Municipal ouvir música clássica. Para muitos, era a primeira vez num teatro. Já os levei para conhecer o planetário e diversos museus. Acredito que o fato de frequentarem espaços diferentes e conhecer as profissões pode ajudá-los a vislumbrar outras possibilidades para a vida deles. Também faço questão de convidar para dar palestra na escola todo aluno e ex-aluno que se destacam. Foi assim com uma garota vencedora do concurso de redação da Academia de Letras do Rio, outro campeão estudantil de xadrez e um que escolheu a carreira de bombeiro depois de formado. Para mostrar nossos propósitos às famílias e à comunidade, apostamos na formação de conselhos. O da escola reúne membros da comunidade para decidir sobre o uso das verbas e os projetos institucionais. Temos outro formado por representantes de familiares de todas as turmas - e cuja função é dar sugestões para melhorar o ensino. E o de alunos, que decide sobre as regras internas e o código de conduta. Todas essas formas de contato e diálogo fazem com que o trabalho da equipe de gestão seja respeitado."

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Marci Dias Pires, diretora da EM Mestre Cartola, em Vigário Geral

"Quando me formei em Pedagogia, não tinha ideia de como era a realidade das escolas localizadas em favelas. Fui trabalhar na Mestre Cartola e fiquei chocada com a falta de infraestrutura do bairro. Mas não arredei pé, pois ali havia um trabalho importante a fazer. Quem está aqui há mais tempo passou por episódios dramáticos. O pior deles foi a chacina de Vigário Geral, em que 21 pessoas foram assassinadas, entre elas o marido de uma merendeira e o irmão de uma funcionária. Na época, eu era professora e me lembro de que foi preciso muita conversa com a equipe e os alunos, durante semanas, para a vida voltar ao normal. A comunidade era dividida em duas - inclusive fisicamente, por uma passarela -, cada uma dominada por uma facção criminosa. Os moradores eram proibidos pelos líderes de conversar uns com os outros. As crianças não podiam ir à casa de colegas que moravam do lado oposto. Na hora do recreio, brincavam de traficante e polícia, usando pedaços de pau como fuzis AK-47. Nossa equipe conviveu com isso durante 20 anos, mas procurou anular o efeito do problema pelo menos dentro da escola. Nunca deixamos de chamar as famílias para conversar sobre o desempenho dos filhos e opinar sobre assuntos importantes. Felizmente, isso acabou e hoje conversamos abertamente com os pais para tentar não perder nenhuma criança para o tráfico. Quando encontro um ex-aluno que se tornou olheiro ou 'soldado', pergunto por que largou a escola e vou até a casa dele conversar com os pais, procurando trazê-lo de volta. Meu mote é que a criança precisa ter a possibilidade de aprender e de sonhar. Não desisto de ninguém."

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Bom relacionamento, mas sem negociação

O propósito de ser uma referência positiva para os jovens deve estar claro também para a comunidade. Por isso, é fundamental que o gestor tenha um bom relacionamento com as famílias e os vizinhos da escola e que os acontecimentos sejam sempre discutidos. "O silêncio pode transmitir a mensagem equivocada de que aquela situação é normal e aceitável", diz Luiz Eduardo Soares, sociólogo e coatuor do livro Elite da Tropa, que deu origem ao filme Tropa de Elite.

Isso não quer dizer, de forma alguma, fazer acordo ou qualquer tipo de negociação com traficantes para preservar a segurança da escola. Os especialistas são unânimes: não é função dos educadores negociar nem entrar em conflito, para não colocar em risco a própria vida e a de quem transita pela instituição. "É o estado que deve cuidar da segurança pública. A função da escola é ensinar", reforça Mecira Rosa Ferreira, pesquisadora em violência escolar e doutora em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), campus de Franca, a 400 quilômetros de São Paulo.

Ensinar, portanto, é a tônica do trabalho dos gestores que estão à frente dessas escolas. Ensinar valores junto com os conteúdos escolares tradicionais. E ensinar ética e respeito no trato com os jovens e com a comunidade junto com novos caminhos e possibilidades para eles. "Episódios de violência e indisciplina, em maior ou menor grau, sempre estarão presentes. Afinal, não existe uma escola sem problemas e paz não significa a ausência de conflitos. Isso nos obriga a ter consciência da nossa importância como referências", conclui Tânia Maria.

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Criação de bons exemplos como uma alternativa ao entorno

O que essas escolas de áreas de risco tentam fazer é reduzir a influência negativa do meio. Uma das maneiras usadas pelas diretoras é valorizar a ética e os princípios relacionados ao estudo e ao trabalho, apresentando bons exemplos. Antes de mais nada, essas referências têm de estar dentro da própria escola. Afinal, o respeito nas relações pessoais é uma lição que se ensina e se aprende diariamente. "A forma de receber os estudantes, planejar e conduzir as atividades e o próprio comportamento dos adultos transmitem valores. Os alunos certamente se lembrarão de gestos e atitudes de consideração e solidariedade que presenciaram e os usarão como um modelo durante a vida", destaca Tânia Maria Rechia, professora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e pesquisadora em violência escolar.

Eliane Saback, há 24 anos à frente da EM Professor Affonso Várzea, sempre conversa com as crianças quando vê algum tipo de agressão entre elas ou em relação à estrutura da escola: "Faço com que reflitam sobre os atos praticados e encontrem soluções para os danos causados". Ela também faz questão de levar ex-alunos que escolheram uma carreira e são bem-sucedidos, ganharam prêmios ou cursam faculdade para falar com os mais jovens (leia mais na página 5).

Na tarefa de criar referências para os estudantes, é importante que o diretor conte com o apoio da equipe - o que nem sempre é fácil. "É preciso ter um tipo de autoridade que só se conquista com permanência e dedicação", afirma Norma Sueli Ferreira Borges, diretora da EM Rubens Berardo. Há 36 anos na escola, dos quais 15 como gestora, ela aprendeu a envolver todos na busca de soluções para os problemas do dia a dia e a compartilhar as conquistas (leia mais na página 6).

GENTE QUE EDUCA

EDUCAR EM MEIO A VIOLÊNCIA




O cotidiano de escolas que estão em áreas de risco por causa da grande incidência de tráfico de drogas e outros crimes é bastante peculiar. Vez ou outra, é preciso interromper as atividades quando há operação policial na vizinhança - às vezes, duram algumas horas. Às vezes, algumas semanas. A maioria dos alunos convive com cenas que não são comuns em outros bairros - como a presença de "olheiros" armados nas esquinas, tiroteios e até assassinatos -, o que faz com que o tema violência tenha de estar sempre presente na sala de aula e nas reuniões pedagógicas ou com a comunidade.

Dirigir uma unidade escolar inserida nessa realidade não é nada simples. Os problemas são vários e das mais diversas naturezas. Nesta reportagem, vamos tratar de um deles em especial: como conviver com a violência e o crime sem ser conivente com eles, garantindo que a escola seja um espaço de construção de novas possibilidades para os alunos.

NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR visitou três escolas municipais no Rio de Janeiro para saber como os gestores lidam com essa questão. A Rubens Berardo e a Professor Affonso Várzea ficam no Complexo do Alemão, conjunto de 13 favelas com cerca de 300 mil habitantes, que também é conhecido como a Faixa de Gaza carioca, em referência ao território em que ocorrem frequentes conflitos entre israelenses e palestinos. Já a Mestre Cartola está dentro da favela de Vigário Geral, bairro que ficou famoso em 1993, quando a polícia invadiu o local para vingar o assassinato de quatro membros da corporação por traficantes e causou a morte de 21 moradores.

As unidades foram indicadas pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro por terem um trabalho educativo e comunitário de destaque. As diretoras têm histórias diferentes para contar. Contudo, existem pontos em comum na trajetória de vida delas: todas aceitaram ser professoras em locais dos quais a maioria quer distância, permaneceram na escola até chegar ao cargo que estão atualmente, estão há vários anos na direção, conhecem o entorno e - principalmente - acreditam que a escola tem de ser a principal referência para a comunidade.

 









Educar em meio à violência

Gestoras de escolas localizadas em regiões dominadas pelo tráfico contam como conseguem preservar a escola como espaço da aprendizagem


Em locais dominados pelo tráfico de drogas, existem regras criadas para proteger a ação criminosa e, nas ruas, são constantes as demonstrações de poder. "Muitas vezes, as crianças reproduzem esses comportamentos, demonstrando que aprendem rapidamente a lei do mais forte", diz Jorge da Silva, ex-coronel da Polícia Militar e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Marci Dias Pires, diretora da Mestre Cartola, viveu os reflexos da chacina de Vigário Geral como professora e enfrentou os problemas de uma comunidade dividida e dominada por diferentes facções e dos efeitos que isso causava internamente. Em várias ocasiões, presenciou alunos brincando de traficante e polícia no pátio, chamando pedaços de pau de AK-47 (modelo de fuzil de guerra usado pelas gangues). "Na maioria das vezes, a escola representa a única janela que os alunos têm para um mundo diferente do que está à sua volta. Não podemos nunca desistir de nenhum deles", afirma.

GENTE QUE EDUCA

POLÍCIA NA ESCOLA : SIM OU NÃO ?

Ao longo do ano, trouxemos para reflexão temas referentes à violência e aos conflitos vivenciados pela e na escola. Paralelo a essas discussões, surge outra, um tanto polêmica, que merece espaço para ser debatida: Devemos ou não chamar a polícia na escola? Quando fazê-lo?
Muitas equipes gestoras têm recorrido à parceria com a polícia ou a guarda municipal para o trabalho de combate à violência, convidando representantes de tais instituições para palestras e, até mesmo, para rondas sistemáticas durante os recreios e horários de entrada e saída. Pensemos a respeito!
Vamos começar pelas situações em que as rondas são solicitadas. Contar com a presença dos policiais do lado externo da escola, quando o entorno oferece riscos à segurança da comunidade, é essencial. Denota um trabalho em rede cada vez mais indicado e necessário para combater a insegurança. Porém, ao pedir que aconteçam visitas de profissionais fardados durante o horário dos intervalos temos, no mínimo, uma tentativa de intimidar os alunos mais baderneiros. E, como toda regulação externa, a coerção gerada com essa presença pode ter efeito contrário ao que se desejava e, assim, intensificar os atos deliberados de rebeldia, principalmente quando a polícia não está na escola.
E, nessa história, onde ficam os objetivos definidos no projeto político-pedagógico (PPP) de promover a autonomia dos estudantes? Autonomia jamais se vincula à coerção e à intimidação. Inúmeras vezes ouvi de gestores e professores que a presença do palestrante da corporação militar nas escolas trazia tranquilidade para o ambiente. Segundo eles, “as crianças ficam mais calmas”. Que grande equívoco! Acreditar que a mudança de comportamento provocada por uma figura fardada é algo positivo é, realmente, se distanciar do conhecimento sobre desenvolvimento moral. E isso para a Educação é uma lástima!
Quero afirmar que delegar a outras instâncias – Polícia Militar, Guarda Municipal, Promotoria Pública etc. – a responsabilidade de um trabalho orientado para os possíveis conflitos da escola é correr o risco de perder o comando e quase assinar o atestado de incompetência. Você pode pensar que estou defendendo a ideia de que também caberá à equipe gestora lidar com atos infracionais, ou seja, com a violência que fere a lei. De forma nenhuma! Quando há episódios de caráter violento, cujo teor é regulado pelo Código Penal, certamente outras instituições devem ser acionadas para fazer o encaminhamento do caso e garantir a segurança da comunidade interna. Porém, o foco dessa reflexão não são as situações extremas. Quero me concentrar em como está se naturalizando nas escolas esse processo de confiar exclusivamente a outros profissionais a responsabilidade de discutir questões que comprometem e incomodam a convivência em seu próprio espaço, como acontece, por exemplo, com o uso de drogas e de álcool, os furtos e a indisciplina.
É à escola que cabe, sempre que necessário, oferecer aos alunos diferentes perspectivas de um mesmo tema, buscando, assim, desenvolver e aguçar o pensamento crítico deles. Só ela é capaz de agregar todos os equipamentos públicos de seu entorno em benefício de um trabalho coeso e com objetivos comuns. Similar à figura do maestro, a escola deve reger todas as instâncias que possa reunir, para cada vez mais, ampliar o repertório sociocultural de sua comunidade. Mas prestem atenção: é para reger e não passar a batuta.
Outro ponto bem comum sermos surpreendidos por palestras ou apresentações doutrinadoras e ameaçadoras, feitas por profissionais extremamente bem intencionados. Mas, como sempre gosto de lembrar, Educação não se faz só com boas intenções. É importante que os gestores tenham acesso, com antecedência, a todo o material que será trabalhado com os estudantes e que garantam espaços de discussão sobre o teor das explanações independente do tema que elas abordam. Porque, afinal de contas, é nosso papel como educador levar nossos alunos a questionar, a duvidar e a querer constatar (ou não) as verdades defendidas pelos diferentes atores da sociedade.
E você, o que pensa a respeito da presença da polícia e de outras instâncias na escola para o combate à violência? Compartilhe aqui. Suas reflexões são valiosas para nós.

GENTE QUE EDUCA

SEGURANÇA ESCOLAR


ESCOLA PROTEGIDA / BRADO ASSOCIADOS CONSULTORIA EM EDUCAÇÃO


PROFESSOR


INSPIRAÇÃO & EDUCAÇÃO


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UM BOM PROFESSOR


SAFE SECURE SCHOOLS


PATRULHA ESCOLAR


MUNDO MELHOR


APRENDER SEMPRE !


Patrulha Escolar recebe selo ODM pela excelência nas atividades comunitárias



Uma das unidades da Polícia Militar com maior alcance social, o Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) se especializou em ações preventivas e de cunho social para reprimir a violência no ambiente escolar. Em reconhecimento aos trabalhos feitos, a Patrulha Escolar recebeu pela segunda vez consecutiva o Selo ODM, entregue no congresso As Conquistas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e os Desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), nesta quinta-feira (20), em Curitiba.

"Isso é motivo de orgulho e satisfação para toda a corporação e evidencia os trabalhos sociais que já alcançaram muitos jovens paranaenses e ajudaram a evitar crimes", disse o subcomandante da unida, major Mário Jorge Alves Lopes.

A entrega do certificado foi presidida pelo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Hélio Bampi, pelo assessor especial sobre Desenvolvimento Sustentável do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Haroldo Machado Filho, o Superintendente do Sesi no Paraná, José Antônio Fares.

A certificação é concedida pelo sistema Fiep, por meio do Sesi, em reconhecimento aos trabalhos sociais desenvolvidos por instituições e empresas no alcance aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que são: acabar com a fome e miséria, garantir educação de qualidade para todos, promover igualdade entre os sexos e valorização da mulher, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde da gestante, combater a Aids, a malária e outras doenças, promover a qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e ter todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.

“A Polícia Militar, por meio do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária, tem muita alegria de participar do processo dos objetivos mundiais do milênio. O selo premia um trabalho de prevenção que tem sido feito há vários anos e faz parte dos 97% de atividades preventivas do batalhão”, destacou o major.

TRANSPORTE ESCOLAR


TCE Ceará realiza auditoria sobre transporte escolar em Ipaporanga




TCE Ceará realiza auditoria sobre transporte escolar em Ipaporanga


Prosseguem neste final de semana as inspeções in loco do Tribunal de Contas do Estado do Ceará referentes ao uso do transporte escolar. Sábado (22/8), os auditores estarão em Ipaporanga. Segundo o diretor da 5ª Inspetoria de Controle Externo (ICE), Rubens Cezar Parente, o município é um dos cinco escolhidos pela Corte de Contas devido ao número de acidentes com estudantes. Os outros locais fiscalizados são: Aracati, Viçosa do Ceará, Jardim e Cruz – os três últimos já tiveram seus relatórios concluídos.

A 5ª ICE vai acompanhar uma diligência de verificação de conformidade com a legislação de trânsito no transporte escolar em Ipaporanga, a ser realizada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Neste segundo semestre de 2015, o Tribunal também realiza uma auditoria operacional no transporte escolar da rede estadual de ensino, onde será traçado um diagnóstico sobre a real situação enfrentada pelos alunos cearenses. De acordo com o coordenador da Auditoria Operacional, Ricardo Dias, o planejamento dos trabalhos já foi finalizado e apresentado, em julho, à relatora do processo, conselheira Soraia Victor.

Ricardo Dias explica que a fiscalização em Ipaporanga faz parte do escopo de auditoria da 5ª Inspetoria. A ação contribui para um maior conhecimento das limitações e dificuldades a serem encontradas, quando da execução da Auditoria Operacional, que avaliará o transporte escolar ofertado pelo Estado no que concerne à qualidade dos serviços e à segurança dos educandos.

“Caso exista indício de irregularidade na prestação do serviço oferecido aos alunos, será aberta uma representação, que poderá ser convertida em Tomada de Contas Especial e, se julgada irregular, terá todos os impactos civis, eleitorais e penais encaminhados ao Ministério Público do Ceará para apuração de imputação penal”, explica Rubens Parente.

As principais ocorrências verificadas na prestação de contas dos recursos do transporte escolar são veículos inadequados, condutores inabilitados, superfaturamento ou superestimação de rotas, firmas contratadas que não possuem veículos em seu patrimônio, dentre outros.

Campanha – Desde 2007, o Tribunal vem atuando, por meio de Representações, no combate ao uso inadequado dos veículos adquiridos para transporte exclusivo dos alunos. Vislumbrando um transporte escolar público digno e eficiente, que garanta a vida dos estudantes, o TCE Ceará lançou, em março último, a campanha “O Futuro levado com Segurança”, a fim de intensificar a divulgação dos problemas que ainda persistem, abrindo canais para que alunos, pais, professores e a sociedade civil fiquem atentos e denunciem ao Tribunal situações de descaso no transporte.

A campanha foi criada em virtude de inspeções realizadas pelo TCE Ceará, e denúncias em matérias jornalísticas, sobre a recorrente e grave situação do transporte escolar. É feita em parceria com as Secretarias da Educação, da Segurança e Defesa Social, das Polícias Militar, Rodoviária Estadual e Rodoviária Federal, Departamento de Trânsito e Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece).

Em fevereiro de 2015, o TCE Ceará firmou um Acordo de Cooperação (nº 01/2015) com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), por meio da Polícia Militar do Ceará (PMCE), visando à boa utilização dos veículos na gestão pública. A adoção de medidas corretivas e/ou punitivas por parte da Corte de Contas busca inibir o uso inadequado do transporte escolar. O convênio tem validade até 2017.



TCE aponta falhas e indica melhorias nas escolas paranaenses

Diretores despreparados, ausência de laboratórios, escolas sem acessibilidade, falta de planejamento. Uma auditoria do Tribunal de Contas do estado (TC) identificou as principais deficiências do ensino médio no Paraná e as possíveis causas dos problemas. Os detalhes do levantamento estão em um relatório com mais de 170 páginas, que foi encaminhado à Secretaria Estadual de Educação (Seed) com diversas recomendações. A auditoria foi realizada entre 2013 e o começo de 2014, a partir de entrevistas, análise documental, visitas a escolas e aplicação de questionários eletrônicos a alunos, professores e diretores.
Conforme o TC, a Seed oferece poucos cursos voltados à gestão escolar e não há interesse dos diretores em participar das qualificações. A Lei Estadual 14.231/2003 define que os diretores sejam eleitos pela comunidade escolar, mas não exige nenhuma qualificação prévia em gestão escolar dos concorrentes. Para suprir essa deficiência, a Secretaria de Educação oferece aulas on-line, que não atraem os profissionais. De acordo com a auditoria do TC, apesar de o programa Progestão (Programa de Capacitação a Distância para Gestores Escolares) ter sido ofertado em vários momentos em 2012, apenas 60 profissionais fizeram as aulas, número baixo se comparado às mais de 2 mil escolas estaduais existentes.
Para Walquíria Olegário Mazeto, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), a falta de interesse é consequência da baixa qualidade dos cursos ofertados pela Seed. “O Progestão é um programa voltado aos diretores eleitos. Mas o conteúdo é muito ruim. Eu fui diretora de escola e em 2011 comecei o curso de gestão on-line e não conclui. Parecia um copia e cola da internet”, afirma.
Infraestrutura
A auditoria também chama a atenção para instalações físicas inadequadas e para a falta de planejamento na aquisição de equipamentos e na construção de unidades escolares. Segundo o relatório, das 2.163 escolas da rede estadual, 800 (37%) foram construídas até o ano de 1960 e 14 são tombadas pelo Patrimônio Histórico. Justamente por serem antigos, os prédios apresentam projeto arquitetônico inadequado, com falta de espaços físicos importantes e de acessibilidade para deficientes.
Em visitas a 20 escolas, a comissão do TC constatou falta de acessibilidade em 75% das salas de aula, 45% dos sanitários e 56% dos pátios. Além disso, das unidades escolares visitadas, 40% não dispõem de laboratórios de Ciências. Em outras escolas, o espaço é usado para outros fins: no Colégio Vinicius de Moraes, de Maringá, o laboratório foi desativado para ser utilizado como sala de aula regular.
Segundo Walquíria, a amostragem do TC consegue refletir a realidade do conjunto das escolas estaduais. Ela ressalta que a falta de espaços importantes nas instituições é agravada pela condição das instalações elétrica e hidráulica. “Em muitas das escolas, não temos como ampliar a rede elétrica para a instalação de novos computadores, laboratórios ou de ar-condicionado, porque a instalação é de um padrão antigo e não suportaria. E essas reformas têm um custo muito alto”, afirma.
Secretaria afirma já ter realizado melhorias em prédios
Em resposta ao relatório preliminar da auditoria, a Secretaria Estadual de Educação (Seed) informou ao TC que promoveu adequações para garantir acessibilidade nos prédios por meio do Programa Escola Acessível, do Ministério da Educação. Quanto à segurança, a Seed diz que criou o Programa de Brigadas Escolares, cujo objetivo é o planejamento gradual das intervenções físicas para o atendimento das normas de segurança contra incêndio e pânico do Corpo de Bombeiros.
Para Walquíria Olegário Mazeto, diretora da APP-Sindicato, a Brigada Escolar trabalha muito mais com a prevenção básica e planos de evacuação do que com adaptações físicas. “Em um conjunto grande das escolas, não há os itens de segurança exigidos. As adequações prediais ainda não foram realizadas na totalidade das escolas”, afirma.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Educação informou, por meio da assessoria, que só vai se pronunciar oficialmente após a conclusão do procedimento. Segundo o TC, a auditoria já foi finalizada e as recomendações foram mantidas. Os trabalhos não têm finalidade punitiva e cabe agora ao gestor público tomar medidas para sanar os problemas.

Prefeitura promove curso de Orientador Escolar de Trânsito.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana e Cidadania promoveu, em parceria com a Polícia Militar, curso de Orientador Escolar de Trânsito para cerca de 30 servidoras de instituições de ensino. As atividades foram entre os dias 17 e 19 de agosto, na sede da Secretaria Municipal de Educação.
A realização do curso reflete uma preocupação da Prefeitura de Araxá em atender melhor as escolas que querem garantir mais segurança para os estudantes no acesso às instituições de ensino. O encerramento contou com as presenças do prefeito Aracely de Paula, da vice-prefeita Lídia Jordão, secretários e assessores de governo, e do comandante do 37º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Arnaldo Pereira Júnior.

No ato da entrega dos certificados, o prefeito ressaltou a importância de cada vez mais agregar pessoas que querem contribuir com a cidade através do trabalho de orientador de trânsito, em projeto que vai beneficiar a comunidade.

O tenente Wagner Silva ministrou o curso e enfatizou aos participantes que o orientador de trânsito precisa exercer a sua função de forma a orientar e educar quanto a motoristas e as crianças para respeitar as leis de trânsito.

O secretário de Segurança Urbana e Cidadania, Élvio Bertoni, diz que o curso de capacitação está buscando dentro das escolas essa mão de obra. “Vem complementar o serviço da secretaria para trazer qualidade no entorno das escolas com relação ao trânsito de veículos e travessia de crianças\", coloca o secretário.

Cada participante recebeu uma apostila sobre a profissão e uniforme de trabalho cedido pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana e Cidadania.

Jornal de Araxá

Jornal de Uberaba Guarda Municipal flagra motorista de van escolar com CNH irregular

Sandro Neves



Operação deflagrada de forma ostensiva, há mais de um mês, pela Guarda Municipal (GM) flagrou, ontem pela manhã, o motorista de uma van escolar transportando crianças de forma irregular e colocando a segurança delas em risco.

O coordenador da GM Vanderley Batista de Andrade explicou à reportagem do JORNAL DE UBERABA que, além de não possuir as documentações adequadas, o condutor do veículo não utilizava o cinto de segurança. “Cerca de 12 crianças estavam no interior da van e nenhuma utilizava o cinto de segurança. Além do motorista R.O.F., 36 anos, que estava portando a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B, sendo que, para realizar transporte em vans escolares, é necessária a categoria D”, esclareceu.



Penalidades - O coordenador da GM contou que o pai do condutor da van, R.T.F., teve que transportar as crianças para o Cemei Solange, localizado no bairro Volta Grande. “O motorista foi multado por exercer a atividade de transporte de escolar sem ter o registro. O valor foi de 1,5 Unidade Fiscal do Município (UFM), além da suspensão da autorização do veículo, duas multas pela falta de cinto de segurança dele e das crianças e cassação da autorização de trânsito do veículo, além de procedimento administrativo”, pontuou.

Fonte Jornal de Uberaba 


domingo, 23 de agosto de 2015

CURSO DE SEGURANÇA EM INSTITUIÇÕES DE ENSINO / BRADO ASSOCIADOS


COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES


FALE CONOSCO


PROJETOS DE SEGURANÇA PARA ESCOLAS E UNIVERSIDADES 2015


CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL EM SEGURANÇA ESCOLAR / BRADO ASSOCIADOS


GESTÃO DE RISCOS EM ESCOLAS E UNIVERSIDADES / SEGURANÇA ESCOLAR


PALESTRAS PARA OS CURSOS DE PEDAGOGIA E EDUCAÇÃO / SEGURANÇA ESCOLAR


EDUCAÇÃO É A PRIORIDADE !